Apoio ao Associativismo Cigano - Cerimónia de Assinatura de Protocolos PAAC 2018

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Apoio ao Associativismo Cigano - Cerimónia de Assinatura de Protocolos PAAC 2018
Em presença da Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, o ACM realizou esta segunda-feira, dia 9 de abril, no Auditório do CNAIM, de Lisboa, a Cerimónia de Assinatura dos Protocolos com os 8 projetos aprovados na II edição do Programa de Apoio ao Associativismo Cigano - PAAC 2018.
A ocasião, que contou com a presença do Alto-Comissário para as Migrações, Pedro Calado, terminou com o lançamento do livro "Na Luta Pelos Bons Lugares. Ciganos, Visibilidade e controvérsias espaciais”, de Alexandra Castro integrado na Coleção Olhares do Observatório das Comunidades Ciganas (OBCIG), que integra o ACM.
Numa aposta na mobilização, no envolvimento e na participação ativa das comunidades ciganas, em particular das associações ciganas na implementação da Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas (ENICC), a II Edição do PAAC apoia 8 projetos com a duração máxima de 10 (dez) meses, a decorrer entre 1 de março de 2018 e 31 de dezembro de 2018 e com o máximo de financiamento do ACM I.P. de 90% do custo total elegível de cada projeto aprovado, limitado ao valor máximo de 4.000,00€.
Esta nova edição do PAAC contempla ações que apostam na mediação intercultural, através da capacitação de pessoas ciganas para a promoção e facilitação da comunicação entre as comunidades ciganas e a sociedade maioritária, incentivando a participação ativa e o desenvolvimento das suas competências, através da sensibilização das instituições públicas para este recurso.  Iniciativas promotoras do investimento em estratégias de empoderamento das mulheres ciganas, contribuindo para a igualdade de género e/ou conciliação da vida profissional, pessoal e familiar, constituem outras grandes apostas deste PAAC II.
A continuidade dos projetos é um objetivo centraldo PAAC. Com este intuito, os projetos visam ações e/ou iniciativas promotoras da participação ativa das comunidades ciganas, enquanto exercício de cidadania e com especial enfoque no associativismo, do combate à discriminação e sensibilização da opinião pública, bem como da valorização da história e cultura das comunidades ciganas.
“Há aqui um sinal de maturidade do associativismo cigano”
“Estamos a viver um momento ímpar no associativismo cigano. (…) Há uma geração dinâmica, capacitada e motivada que imprime novas formas de associativismo e de representação”, realçou a Secretária de Estado, acrescentando que esta nova geração “ vem apoiar os que já estão neste trabalho há muitas décadas”.
“Há aqui um sinal de maturidade do associativismo cigano”, realçou ainda Rosa Monteiro, elogiando as áreas fulcrais em que se centram os projetos aprovados no PAAC II.
A par “do reforço da capacidade associativa das comunidades ciganas”, “cerrar fileiras contra as manifestações de preconceito e discriminação” é, para Rosa Monteiro, essencial neste caminho de integração, indo ao encontro da aposta do Governo em “abrir portas” a uma maior participação ativa das comunidades ciganas.
Desconstruir "falsas ideias e preconceitos"
A cerimónia culminou com o lançamento do Livro "Na Luta Pelos Bons Lugares. Ciganos, Visibilidade e controvérsias espaciais”, uma obra da autoria de Alexandra Castro, que mereceu os elogios da Secretária de Estado: “É um livro inspirador que desmascara os “chavões” que ouvimos sobre as pessoas ciganas, e que vem promover um maior conhecimento sobre estas comunidades, combatendo assim a iliteracia existente sobre a cultura cigana, através da desconstrução das falsas ideias e preconceitos”.
Além da autora do livro, estiveram presentes nesta apresentação a Coordenadora do OBCIG, Maria José Casa-Nova, e o Presidente da Rede Europeia Anti- Pobreza, Sérgio Aires.

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