Os estudos desenvolvidos em Portugal que problematizam as questões ciganas têm vindo a aumentar significativamente, sobretudo a partir dos anos 90, sobressaindo diversas teses de doutoramento que foram concluídas na última década, na área das ciências sociais.

Pretendemos, neste espaço, divulgar os trabalhos académicos produzidos por investigadores e estudantes que se dedicam a esta temática, ao nível nacional e internacional. Também daremos destaque a publicações e artigos publicados em revistas ou jornais científicos.

Paralelamente, em todo o território nacional, têm sido empreendidas iniciativas de investigação e ações de intervenção que envolvem as comunidades ciganas, por entidades públicas e privadas (escolas, associações, centros de formação profissional, organizações não-governamentais, entre outras). Dar a conhecer os resultados desses projetos (locais, regionais ou nacionais) assume uma enorme relevância, através, por exemplo, das publicações ou materiais audiovisuais produzidos.

Promover o conhecimento das realidades vividas pelas pessoas e famílias ciganas no contexto nacional é fundamental para se desvendarem as particularidades culturais e para se criarem instrumentos para uma intervenção mais contextualizada. Neste âmbito, as histórias de vida de jovens e adultos ciganos que são considerados uma referência nos espaços territoriais onde atuam merecerão igualmente um lugar de destaque.

Face à escassez de estudos ou de informação acessível relativa às comunidades ciganas, o ObCig visa disseminar o conhecimento adquirido, produzido e/ou editado a nível nacional, contribuindo para a necessária desconstrução de mitos, representações e/ou estereótipos acerca das comunidades ciganas, em geral, que persistem ainda hoje na sociedade portuguesa. No futuro, ambicionamos alargar este espólio a estudos e investigações realizados em outras línguas.  

Temos a consciência de que esta proposta de sistematização dos estudos e outras publicações existentes é um processo exigente, inacabado e contínuo, que certamente terá falhas ou insuficiências, porém, como é apanágio do ObCig, estamos recetivos a sugestões, críticas e observações.

Convidamo-lo/a a partilhar os seus trabalhos, através do e-mail obcig@acm.gov.pt, para divulgação neste espaço, de modo a que os seus avanços teóricos e científicos, as suas experiências de intervenção, e as respetivas conclusões alcançadas e recomendações propostas, possam contribuir para o desenvolvimento pessoal, profissional e/ou académico de todas as pessoas interessadas, bem como servir de estímulo para o desenvolvimento de novos estudos, a melhoria das práticas profissionais e a aproximação entre todos os cidadãos portugueses, independentemente da “ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual”  (Artigo 13.º, alínea 2, da Constituição da República Portuguesa).